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Ago 07


A história de Willie,

 

Saudações! O meu nome é Willie e cheguei a Emaüs Abril passado, no meu dia de anos para ser exacto, após um época passada na rua, dormindo ao relento nas ruas de Liverpool e St Albans durante um mês e meio.

Quem me falou de Emmaús foi um outro sem-abrigo que guardara boas recordações da sua passagem por lá e que, como eu, tivera problemas relacionados com o álcool. Dormir ao relento é uma experiência muito perigosa e puxada, principalmente à noite. O facto de termos sido atacados e maltratados fez-nos procurar refúgio em Emmaús. O nosso primeiro contacto foi com a comunidade de Gloucester, para ver se eles nos aceitavam, como o acabaram por fazer de uma forma tão acolhedora que eu desejara ter ouvido falar de Emmaús mais cedo.

Pouco tempo após termos chegado, comecei a guiar uma das carrinhas que eles usam para fazer recolhas de vários objectos em casa das pessoas, que após serem reciclados são vendidos nas lojas abertas ao público, sendo essa a sua maior fonte de rendimento.

Eles ajudaram-me a voltar a ter respeito por mim e pelo o meu valor, que infelizmente tinha desaparecido há muito. Fiquei espantado com a quantidade de serviços que eles dispunham para ajudar os companheiros, que como eu, tinham problemas de reintegração na sociedade. Senti me seguro, uma vez que havia uma grande preocupação com a discriminação e falta de confidencialidade que pudesse existir.

A vida não me correra bem, em Março, devido ao meu problema de bebida, deixei a minha casa, o meu negócio, mas mais importante do que isso, a minha mulher e os meus filhos, eles não sabem onde estou, fui dado como desaparecido na Irlanda e no Reino-Unido.

No dia 8 de Agosto, Giorgio (Director da Comunidade Emaüs de Gloucester) contactou-me e disse-me que a minha família andava a minha procura. Não sei se conseguem imaginar o choque que foi para mim receber esta notícia, visto que nunca tinha discutido este assunto tão delicado com ninguém da comunidade. Ele foi decisivo para me convencer a comunicar à minha família que estava vivo e seguro.

Após uns meses, consegui combinar com a minha mulher um reencontro. De novo, foi Emaüs que nos apoio, dando-nos o tempo e o espaço necessário para conseguirmos reconstruir a nossa vida. Ficamos na comunidade, e tal como eu, a minha mulher foi muito bem recebida.

Nunca conseguirei agradecer a Emaüs por toda ajuda, carinho e companheirismo que me deu enquanto permaneci com eles. Já estou em casa com a família há três meses. A nossa vida parece finalmente reencaminhada contando com a ajuda de familiares e amigos, o futuro parece sorrir para nós.

publicado por grupo de jovens de Emaús às 19:20

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